CCAMA
 
   
 
.: CCAMA    
   
 


Uma central de cooperativa para um novo modelo de desenvolvimento

Seis cooperativas são o corpo da CCAMA (Central de Cooperativas Agroextrativistas do Maranhão) nos municípios de Amarante (Cooprama), João Lisboa (Coopajol), Imperatriz (Coopai), Montes Altos (Coopemi), São Raimundo das Mangabeiras (Coopevida), Loreto (Coopral). A CCAMA é o resultado de mais de dez anos de atuação do Centru junto aos trabalhadores e trabalhadoras rurais no oeste e sul do Maranhão.

Criada em 2000, a central tem como objetivo a construção de um modelo de desenvolvimento baseado da cooperação e associativismo, que garanta a democratização do poder interno dos envolvidos no projeto, e num modo de produção que supere a destruição do meio ambiente, a concentração de terra e renda, a superação das oligarquias rurais, e do coronelismo.

Como um sonho não se regue de forma isolada, a CAPINA, organização não governamental do estado do Rio de Janeiro, colaborou na elaboração do projeto, onde a CCAMA tem um papel fundamental na elaboração do projeto como ator mobilizador junto aos trabalhadores e trabalhadoras rurais nos pólos de produção.

O Fundo Brasileiro para Biodiversidade (FUNBIO), Secretaria de Coordenação da Amazônia/SCA, integram os doadores do projeto da CCAMA, que tem como referência o agroextrativismo, gestão de recursos naturais, beneficiamento e comercialização. O futuro a nós pertence, e está sendo erguido hoje.

Na lógica de organização da CCAMA a família desponta como núcleo fundamental, onde as questões de gênero e geração são discutidas como elemento de socialização do poder. A partir da família são organizados os grupos de produção de base (GPB), média de 15 famílias, que deságuam nas associações, que funcionam como o embrião das cooperativas que compõem a CCAMA. O debate para a compreensão do projeto é feito na base, nas comunidades como forma de consolidar o projeto com raízes fortes.

Nas comunidades onde as cooperativas são construídas, há área para a produção coletiva e a produção familiar, num processo de educação constante voltado para o planejamento da produção, o entendimento do que é o modelo de desenvolvimento agroextrativista, o gerenciamento coletivo, a intervenção nas políticas públicas no município, estado e no país.

Entendido que é necessário cuidar do broto para que a vida nos dê flor, e o respeito entre os participantes seja uma baliza que cresce a cada dia, os produtores e produtoras rurais se debruçam na produção de polpa de bacuri, cajá, acerola, juçara, caju, mangaba, graviola, mesocarpo de babaçu, mel de abelha, castanha de caju.

Isso tudo sob o sol forte do cerrado maranhense, uma terra farta em babaçu, água, e gente que ousa construir um projeto que considere o ser humano como primordial.

 

 
   
   
  ss
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
   
     
     
     

 

   
voltar